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Marcelinho Carioca confia no hexa, mas diz que empresários ainda interferem na Seleção

por Jovem Pan, . - Atualizado em

Marcelinho Carioca elogiou a mudança de postura da Seleção Brasileira na partida contra o México

Marcelinho Carioca elogiou a mudança de postura da Seleção Brasileira na partida contra o México

Fonte: Rodrigo Ramon/Jovem Pan

A Seleção Brasileira está nas quartas de final da Copa do Mundo e vai encarar a Bélgica, na próxima sexta-feira (6), em Kazan. A classificação veio após vitória por 2 a 0 sobre México, nesta segunda. E no dia seguinte ao triunfo verde e amarelo, o Pânico recebeu Marcelinho Carioca, que além de relembrar as histórias dos tempos de jogador, fez uma análise sobre o mundial da Rússia e as atuações do Brasil.

Para o ex-jogador do Corinthians, o trabalho de Tite no comando da Seleção Brasileira é positivo dentro de campo, porém fora das quatro linhas algumas ressalvas precisam ser feitas. Marcelinho Carioca acredita que houve interferência de empresários na escolha dos 23 convocados para a Copa do Mundo, especialmente com o meio-campista Fred e o ataque Taison, que ainda não foram utilizados pelo treinador.

“É interessante como todo atleta que vai para o Shakhtar (Donetsk) da Ucrânia é sempre lembrado na Seleção Brasileira. Enquanto isso no Campeonato Brasileiro, temos Luan e Arthur, do Grêmio, esquecidos. É daí que você vê que os interesses pessoais falam mais que o interesse da instituição. Há interferência de empresários no comando do futebol brasileiro. O Tite é coerente, mas forças maiores o obrigam a fazer coisas inexplicáveis”, disse.

Sobre os jogos do Brasil, Marcelinho Carioca foi taxativo em sua opinião: “na primeira fase o Tite se enrolou um pouco. Trocou seis por meia-dúzia. Mas, ele é um gestor de pessoas, tanto que mudou totalmente a postura da Seleção contra o México. E isso passou por Neymar, que teve a personalidade de pegar a bola e quebrar a defesa mexicana. Ele mostrou que tem potencial, contagiando todo o grupo”, completou.

Para o ex-jogador, o Brasil tem uma missão difícil pela frente na sexta, diante da Bélgica. Mas, seria pior se fosse o Japão, que atua mais fechado dos que os europeus. “A Bélgica é uma seleção que tem um ataque muito rápido. Mas, para a gente será melhor pegar a Bélgica do que o Japão. O Japão é uma seleção com uma defesa sólida, que iria se retrair bastante, dificultando o jogo para o Brasil”, analisou.

Marcelinho Carioca aposta em um triunfo brasileiro diante dos belgas e coloca a Seleção como favorita ao título. De acordo com o ex-jogador, o fato dos comandados de Tite estarem crescendo dentro da competição, leva ele a acreditar no hexacampeonato mundial. “O Brasil leva a Copa. Os caras estão fechados. Mesmo quem não está indo bem, como Gabriel Jesus e Paulinho, podem fazer a diferença com Tite”, concluiu.

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